8 de março: Viva o Dia Internacional da Mulher Trabalhadora

Escrito por Resistência Camponesa
Publicado em 08/03/2009
Categoria: Edição nº 17
O Mulheres participam da construção do barracão da AssembléiaMulheres participam da construção do barracão da AssembléiaDia Internacional da Mulher Proletária criado pela segunda Conferência de Mulheres Socialistas em 1910 é celebrado pelos povos do mundo inteiro, mas a data de 8 de março só fixada após a Revolução Socialista na Rússia (1917) em homenagem a greve das operárias de Petrogrado ocorrida em 8 de março de 1917. Passeatas, panfletagens, debates destacam a necessidade das mulheres do povo lutarem pela revolução ombro a ombro com os homens de sua classe. Não houve uma só luta social de grande importância que não tenha contado com a forte participação das mulheres. Mesmo na sociedade de classes baseada na exploração em que vigora as relações patriarcais, muitas mulheres têm vencido obstáculos e se destacado à frente dos movimentos revolucionários. E esse é o único caminho para a emancipação da mulher.

Para vencer as dificuldades imensas que prendem como pesadas correntes sobre as mulheres para impedi-las de ter uma maior participação na vida social é necessário uma organização própria. Foi assim que há muitos anos surgiu o MFP – Movimento Feminino Popular que está organizado em todo o país mobilizando, politizando e organizando as mulheres trabalhadoras na luta de sua classe e contra a opressão que sofrem enquanto mulheres. Para maiores informações sobre o MFP e a luta pela emancipação da mulher indicamos o sítio na internet  www.movimentofemininopopular.org, onde, além de muitos materiais sobre o tema, encontram-se notas biográficas de verdadeiras heroínas como a brasileira Anita Garibaldi e outras grandes revolucionárias como as russas Alexandra Kolontai e Krupskaia, a polonesa Rosa Luxemburgo, as alemãs Clara Zetkin e Olga Benário, a chinesa Chiang Ching, etc.


Para celebrar o 8 de março o Jornal Resistência Camponesa selecionou duas histórias reais entre muitas que nos chegam e que mostram o despertar da fúria revolucionária das mulheres e sua participação ativa na luta.



Agora em fevereiro, na Área Canaã os camponeses estavam meio enrolados acertando como buscariam as tábuas para a construção do novo barracão da Assembléia que estava serrada a uma distância de 1 Km do local da obra. A maioria dos camponeses estava muito sobrecarregada com a colheita de arroz, mas uma companheira pediu a palavra na Assembléia e propôs: “– Vamos aproveitar que já estamos reunidos e puxar esta madeira agora mesmo!”


Todos se entusiasmaram e em pouco tempo toda a madeira já tinha sido transportada.



Em setembro de 2008 União Bandeirantes foi palco de um dos ataques mais arbitrários e criminosos contra camponeses cometido pela Polícia Ambiental e pistoleiros a serviço do latifúndio.

Os camponeses acampados sofreram despejo, agressões, prisões e torturas.


No famigerado presídio Urso Branco, para onde foram levados os 10 camponeses presos, os carcereiros implicaram com uma das camponesas que usava uma camiseta do 5º Congresso da LCP. Eles exigiram que ela tirasse a camiseta, mas ela não obedeceu, lavava a mesma peça todos os dias e quando secava tornava a usar.

A atitude desta camponesa é um exemplo que deve ser seguido por todos que lutam por seus direitos e prova que a resistência e coragem dos camponeses aumenta na proporção da violência do latifúndio.
   

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