Heróica Resistência Palestina golpeia Estado terrorista de Israel

Escrito por Resistência Camponesa
Publicado em 08/03/2009
Categoria: Edição nº 17
o povo palestino está mais unido que nunca na resistência aos invasores o povo palestino está mais unido que nunca na resistência aos invasores No dia 27 de dezembro de 2008 Israel, iniciou bombardeios sobre a Faixa de Gaza, uma das regiões mais densamente povoadas do mundo. Após alguns dias de intenso bombardeio, usando armas de última geração, helicópteros de ataque e aviões caça, invadiu por terra com tanques e tropas. Edifícios do governo, mesquitas, hospitais, escolas e mercados foram destruídos, mais de 25.000 casas ficaram destruídas ou danificadas, 5.500 palestinos ficaram mutilados e 1.300 foram assassinados, sendo que metade eram mulheres, crianças e idosos.

A desculpa dada por Israel é que o Hamas, principal organização da Resistência Palestina, lançou foguetes em território israelense rompendo uma trégua. Mas a verdade é que tal acordo, que durou 18 meses, foi rompido desde o início, várias vezes por Israel, enquanto os palestinos eram mantidos sobre o bloqueio total.

Israel intensificou a invasão de mais territórios palestinos e o cerco à Faixa de Gaza impedindo a entrada de alimentos, medicamentos e combustível, cortando eletricidade e abastecimento de água, isolando os palestinos por terra, ar e mar. Centenas de pacientes morreram enquanto as ambulâncias que os carregavam estavam presas em bloqueios de estradas, além de 30 cidadãos de Gaza que foram assassinados por soldados israelenses. 50 pessoas e várias centenas mais ficaram feridas na Cisjordânia, sem que nenhum foguete tenha sido disparado contra Israel.

Os bombardeios de Israel destruiram edifícios do governo, mesquitas, hospitais, escolas, mercados e mais de 25.000 casasOs bombardeios de Israel destruiram edifícios do governo, mesquitas, hospitais, escolas, mercados e mais de 25.000 casasMais de 1300 palestinos foram assassinadosMais de 1300 palestinos foram assassinados

Israel primeiro transformou a trégua numa política de morte lenta do povo palestino para então iniciar a ofensiva covarde em dezembro. Mas não tiveram êxito. Ao invés de diminuir, a união, revolta e resistência do povo palestino aumentaram.

Soldado israelense aponta arma para criança palestinaSoldado israelense aponta arma para criança palestinaOs gritos de protesto dos palestinos foram ouvidos nos quatro cantos do mundo. Diariamente explodiram manifestações em vários países contra o Estado fascista de Israel e de apoio à causa Palestina.

Depois de 22 dias de ataques covardes, Israel se viu obrigado a retirar-se da Faixa de Gaza sem alcançar seus objetivos, que eram: destruir a direção do Hamas e descabeçar a resistência, aterrorizar, expulsar os palestinos de Gaza e aumentar seu domínio colonial.


Desde sua fundação Israel é um Estado terrorista


O Estado de Israel foi criado pela ONU em 1948 e desde então já tomou 78% da Palestina e continua invadindo, destruindo casas, dominando as terras mais férteis, a água, as estradas e construindo centenas de colônias de judeus em território palestino. Os 22% restantes do território palestino, além de estar dividido em duas partes, Faixa de Gaza e Cisjordânia, ainda são controlados militarmente pelo exército de Israel impedindo o povo palestino de ir e vir dentro de seu próprio país. Isto transforma a Palestina no maior presídio do mundo. Cerca de 4 milhões de palestinos expulsos de suas terras e casas vivem em campos de refugiados na Jordânia, Síria e Líbano, países vizinhos.

Tudo isto sem contar os milhares de palestinos massacrados desde 1948.

A Palestina localiza-se numa região de grande interesse estratégico mundial, primeiro porque é um corredor de ligação entre Europa e Ásia e segundo porque tem as maiores reservas de gás e petróleo do mundo.

Desde sua criação, Israel tem sido financiado e sustentado econômica e politicamente por países imperialistas, primeiro a Inglaterra e depois o EUA. Só os EUA injetou mais de 100 bilhões de dólares em Israel entre os anos de 1949 e 2000, além de inúmeras doações de armamento, que colocaram o exército de Israel na posição de 4º exército mais poderoso do planeta. Manifestantes queimam bandeira dos EUA e Israel no LíbanoManifestantes queimam bandeira dos EUA e Israel no LíbanoO EUA faz isso provando que Israel não passa de seu quartel avançado nos territórios árabes e todo o Oriente Médio.

Ter uma base militar, como é Israel, nesta importante região do globo serve à sua estratégia de dominar o povo árabe, apossar-se de suas riquezas e manter-se como potência hegemônica mundial.


Israel conta com o apoio cúmplice da maioria dos governos e da “Autoridade Palestina”

A ficha corrida de Israel é extensa, são inúmeras leis, tratados, emendas e acordos internacionais descumpridos desde 1948. Nestes últimos ataques, Israel utilizou bombas de fósforo branco, urânio radioativo e outras armas de destruição em massa. E a chamada “Comunidade Internacional” fecha os olhos, o máximo que fazem é condenar a violência em geral. EUA e Vaticano seguiram com o discurso de acusar o Hamas pelas mortes dos palestinos. Barack Obama, novo presidente dos EUA, em sua primeira entrevista coletiva reafirmou apoio à Israel.

A gerência FMI/PT, apesar do discurso ambíguo de condenar tanto Israel quanto o Hamas, é totalmente cúmplice do genocídio israelense. Se quisesse, o governo brasileiro poderia ter rompido os vários negócios que tem com Israel como represália aos ataques contra a Palestina. São contratos para fabricação de aviões pela Embraer que ultrapassam 750 milhões de dólares; Acordo de Cooperação em Educação assinado em 2008; treinamentos que policiais brasileiros recebem em Israel há mais de 10 anos. Caveirões, cercos de favelas, selvageria da polícia e crescente número de assassinatos de pobres por todo o país, mas principalmente no Rio de Janeiro, são o resultado desse treinamento nazista.

O falso governo da chamada “Autoridade Palestina” dirigida atualmente pelo Sr. Abbas mostrou que não passa de governo fantoche manipulado por Israel e EUA. Durante a recente agressão de Israel delatou e aprisionou vários membros da Resistência Palestina e reprimiu manifestações de protesto na Cisjordânia. A “Autoridade Palestina” tem dois terços de seu orçamento mantidos por Israel, Estados Unidos e União Européia.


Rebelar-se é justo!

O Hamas e o governo do primeiro ministro palestino Ismail Haneyya já reassumiram plenamente suas responsabilidades em Gaza, especialmente a atenção aos feridos, mutilados e desabrigados e a reconstrução da destruição causada por Israel. Mas a luta segue. O Hamas adverte que “a Resistência Palestina tem que estar atenta e manter o dedo no gatilho, porque Israel é astuto e a vingança corre por suas veias após várias derrotas.” E que agora há ainda duas batalhas, para romper o cerco de Israel e para abrir as passagens de fronteira.
Em tempos de grave crise econômica do sistema imperialista mundial as classes dominantes dos países imperialistas aceleram e aprofundam a exploração e opressão dos países dominados com mais militarização e guerras de rapina. Estes ataques de Israel à Palestina estão inseridos neste contexto. O mesmo tende a ocorrer em outros países, inclusive no Brasil. Por outro lado, os povos no mundo inteiro estão se levantando contra o corte de direitos, demissões, redução de salários, contra a miséria e criminalização da pobreza e por democracia e liberdade.

Os povos têm que se preparar para derrubar o inimigo comum, o imperialismo, inspirados no exemplo da Heróica Resistência Palestina. A luta dos povos é justa mesmo sendo muito dura e representa o interesse da maioria absoluta dos povos e o imperialismo inevitavelmente será derrotado.

Viva a Heróica Resistência do Povo Palestino!
   

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