Camponeses fecham a BR e apontam necessidade de uma grande Revolução

Escrito por Resistência Camponesa
Publicado em 08/06/2015
Categoria: Edição nº 20
Na madrugada do dia 9 de abril camponeses de diversas áreas organizados pela LCP fecharam a BR-364 em Jaru. O protesto foi contra os aumentos e medidas anti-povo decretados desde o início do ano pelo governo Dilma/PT e também exigiu regularização das áreas, energia elétrica, estradas e escolas.

A manifestação também lembrou o dia 9 de abril como dia dos heróis do povo brasileiro. Naquele dia se completaram 3 anos do assassinato do líder camponês Renato Nathan Gonçalves Pereira. Até hoje seu assassinato não foi esclarecido e os assassinos continuam impunes. Os camponeses celebraram a memória de Renato e exigiram justiça. Diversos cartazes com a foto de Renato foram exibidos sobre a ponte do rio Jaru.

Em volta da ponte se concentrou uma grande quantidade de pessoas. Ao longo do protesto muitos funcionários do frigorífico Frigon, caminhoneiros e outros trabalhadores da cidade manifestaram apoio, batiam palmas e buzinavam em sinal de concordância. Em alguns pontos da BR, caminhoneiros atravessaram carretas como forma de se somarem a manifestação.

Os camponeses empunhavam muitas bandeiras e faixas. Foram distribuídos panfletos e jornais que explicavam os motivos do protesto e mostrando como é grave a situação de crise que vive nosso país.

Também foi afirmado que as diferentes siglas dos partidos eleitoreiros são todos farinha do mesmo saco. Eleição após eleição o povo testou todas essas siglas (PT, PSDB, PMDB, PTB, PDT, PSB, DEM, PCdoB, etc...). Está provado que nada do que vier dessa gente mudará alguma coisa a favor do povo.

Impeachment, reforma política ou eleição é trocar 6 por meia dúzia. É o mesmo que salgar carne podre! Não dá mais! E por isso, com toda razão, durante o fechamento da ponte os camponeses exibiram uma faixa escrito assim: O BRASIL PRECISA DE UMA GRANDE REVOLUÇÃO!

E o panfleto conclui que diante da crise, a única saída para os pobres no campo é aumentar as tomadas de terra. E convoca a todos os trabalhadores que estão desempregados ou com dificuldades de sustentar sua família para se prepararem para grandes tomadas de terras. A Revolução Agrária vai tomar grandes áreas, cortar centenas de lotes e entregar aos camponeses pobres sem terra ou com pouca terra para que possam viver, trabalhar e produzir com dignidade. E que assim seja!

O fechamento da BR durou cerca de 9 horas e a paralisação de veículos se estendeu por cerca de 60 Km nos dois sentidos.

Ao longo da manhã um forte efetivo policial foi montado contando com apoio da PM de cidades vizinhas como Ariquemes, Ouro Preto e Ji-Paraná. A tensão no local foi grande, mas os camponeses se mantiveram firmes e demonstraram disposição de não arredar o pé enquanto não tivessem suas reivindicações atendidas.

Por fim, compareceram no local um representante da Eletrobrás e o superintendente regional do Incra de Rondônia. Os manifestantes decidiram encerrar o protesto e se deslocaram até a sede da LCP.

No dia 27 de abril, foi realizada uma reunião em Jaru. Estiveram presentes camponeses de diferentes regiões de Rondônia e representantes do Incra, da Eletrobrás, do DER e da prefeitura de Ariquemes.

Os representantes do velho Estado assumiram compromissos para cada exigência dos camponeses.

E o povo que já é acostumado com essas promessas, deixou claro que se não forem cumpridas, ocorrerão novos protestos com redobrada força e combatividade.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

   

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