| LCP presta homenagem a camponeses assassinados |
| Escrito por Resistência Camponesa | |||||
| Sex, 08 de Janeiro de 2010 | |||||
No dia em que completou um mês dos assassinatos dos camponeses Élcio Machado e Gilson Gonçalves a LCP – Liga dos Camponeses Pobres de Rondônia e Amazônia Ocidental e o Cebraspo – Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos realizaram um ato na cidade de Jaru.
Estiveram presentes o Codevise – Comitê de Defesa das Vítimas de Santa Elina, LCP do Pará/Tocantins, Comissão Pastoral da Terra, Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Jaru, Comitê Popular de Lutas, Comitê de Defesa da Revolução Agrária e dos Direitos do Povo, Movimento Feminino Popular, Diretório Central dos Estudantes da Unir, professores, apoiadores e camponeses das áreas Raio do Sol, Canaã, Rio Alto, Jacinópolis, Flor do Amazonas e das cidades Theobroma, Jaru, Anari e Cujubim. Ao todo participaram mais de 100 pessoas.
Outro homenageado foi João Pereira de Sá ativista antigo da luta camponesa em Rondônia que faleceu por problemas de saúde em Palmares do Oeste. Ato responsabiliza Ouvidoria Agrária pela morte de camponeses
É importante ressaltar que passado um mês dos assassinatos nenhuma providência foi tomada pelas autoridades no sentido de punir os responsáveis ou cortar as terras para as famílias acampadas. Pelo contrário, uma semana após os assassinatos a Polícia Militar prendeu 12 camponeses do acampamento Rio Alto. Também em Jaru na semana de preparação do ato a Policia Civil esteve por três vezes na sede da LCP tentando intimidar camponeses e coordenadores. Homenagens e passeata Durante a solenidade de homenagens, familiares e amigos se emocionaram ao relembrar a vida dos camponeses Luiz Lopes, João, Val, especialmente Élcio e Gilson pela forma brutal com que foram mortos. Foram lidos pequenos textos que resgataram suas origens, participação na luta, seus exemplos de dedicação a causa do povo e o heroísmo com que enfrentaram o latifúndio assassino e seus bandos armados.
Após as homenagens foi realizada uma manifestação pelas principais ruas de Jaru, os manifestantes pararam por uns minutos na rodoviária dos colonos, local onde se concentra a população rural de várias linhas. Participantes do ato falaram sobre a homenagem e distribuíram centenas de panfletos denunciando o martírio de Élcio e Gilson. Durante a manifestação trabalhadores do comércio e populares pararam para ver, ouvir e ler o panfleto.
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