Acampamento Paulo Freire 3: Justo era reocupar

Escrito por Comissão de acampados do acampamento Paulo Freire 3
Publicado em 28/12/2012
Categoria: Notícias
No dia 22 de dezembro, circulou na imprensa uma enxurrada de matérias, produzidas no gabinete da Polícia de Rondônia, procurando demonizar os camponeses do Acampamento Paulo Freire 3, em Seringueiras/RO, com o objetivo de justificar a perseguição e a criminalização da luta camponesa.
 
O que a Polícia omitiu é que os camponeses viram ser destruído todas as suas plantações e sonhos construídos com trabalho e suor de três anos.
 
Durante esse período de destruição, a Polícia Militar fazia escolta particular de gado para a Fazenda Riacho Doce e proteção aos guaxebas que destruíram mais de 200 alqueires de roça, pertencente aos camponeses.
 
Quando ocorreu o despejo em setembro deste ano, com a aprovação da Ouvidoria Agrária Nacional, onde o Sr. Gercino fez um compromisso de  destinar uma área da fazenda para abrigar as famílias enquanto aguardavam a  decisão da Justiça sobre a propriedade do imóvel, onde se mostra claro que a terra é da União.
 
Houve também compromisso da  Polícia Militar de que, durante trinta dias, protegeria as famílias para que elas pudessem tirar seus pertences da Fazenda Riacho Doce, inclusive, podendo colher a produção.
 
Mentiram!!! Não houve terra para onde ir as famílias, que foram jogadas na estrada. Nesse interim, a Polícia Militar passou a fazer a proteção da fazenda, acobertando o fazendeiro, impedindo a entrada dos camponeses para fazerem a colheita, reforçando os guaxebas que foram lá colocados, bem armados, com ordem para matar quem entrasse.
 
Toda essa situação criou um quadro de revolta dos camponeses e fez com que estes se mobilizassem para reocupar a área. O Comando da Polícia com a intenção de criminalizar os camponeses solta uma nota na internet, que foi espalhada pela rede, de que os camponeses haviam ferido um guaxeba, feito 15 reféns e que a polícia tinha sido recebida à bala. Fato que a própria Polícia teve que desmentir logo em seguida: não houve reféns e nem troca de tiros com polícia, muito menos, guaxeba ferido.
 
O fato concreto é que a Polícia se recusou em colher o depoimento do guaxeba quando este foi entregue para a mesma.
 
TERRA PARA QUEM NELA VIVE E TRABALHA!
 
DEFENDER A POSSE DA FAZENDA RIACHO DOCE PELOS CAMPONESES!
 
Comissão de acampados do acampamento Paulo Freire 3
   
     
   
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