Povo de Rondônia se soma as manifestações populares

Escrito por Resistência Camponesa
Publicado em 27/06/2013
Categoria: Notícias

Centenas de milhares marcham pelas ruas do rio de Janeiro - 2013Centenas de milhares marcham pelas ruas do rio de Janeiro - 2013Nas últimas semanas, manifestações combativas sacodem diversas cidades do país. Particularmente a juventude tem ocupado as ruas e resistido bravamente aos ataques dos aparatos de repressão. E tem dado vigorosas demostrações de combatividade e justa rebeldia como há muitos anos não se via.

O povo não aguenta mais a situação da carestia de vida com as tarifas de trasporte, energia, água, gás, alimentação, remédios, etc, cada dia mais altas. Os salários cada vez mais arrochados enquanto na televisão o governo fala que está tudo indo bem, que não tem crise, não tem inflação e que a vida só melhora; toda essa politicalha e seu circo eleitoral, a farra com recursos públicos nas grandes obras que só beneficiam os ricos, enquanto o povo morre a míngua em hospitais sem atendimento e sem remédios e a educação cada dia mais precarizada; a superexploração, a completa falta de direitos básicos e mesmo trabalho escravo nas obras do PAC e da copa; a sistemática perseguição, assassinatos e a criminalização da luta dos povos originários, dos camponeses e trabalhadores pobres nas cidades.

Manifestação em Porto Velho - 20 de junhoManifestação em Porto Velho - 20 de junhoE toda a revolta expressa nessas manifestações, nada mais é que a justa resistência contra toda essa situação de opressão, exploração, abusos e covardias que se acumulam há muito tempo.

Os gerentes de turno apavorados e desnorteados fazem o que se se podia esperar dessa gente: por um lado acenam com medidas populistas e paliativas. De outro lado intensificam a repressão sobre o povo pobre através de seus aparatos policiais e militares.

E os monopólios de imprensa, seguem cumprindo seu torpe papel de imprensa marrom. Tentam dirigir os protestos e a todo instante exaltam os protestos como pacíficos e ordeiros e qualquer manifestações minimamente combativas é prontamente criminalizada, e tratada como ação de “minorias radicais”, “baderneiros”, “vândalos”, etc.

Manifestação em Jacy ParanáManifestação em Jacy ParanáPosto Fiscal queimado em Extrema de RondôniaPosto Fiscal queimado em Extrema de RondôniaEm Rondônia não tem sido diferente, e essa semana ocorreram manifestações nas principais cidades.

Em Jacy Paraná, no dia 20 de junho, centenas de manifestantes fecharam a BR 364. Houve confronto com a PM que disparou balas de borracha e bombas de gás lacrimogênio. Segundo manifestantes, 2 soldados do Exército também teriam feito disparos e tentado furar o bloqueio. Veículos das empresas da hidrelétrica de Jirau foram queimados.

No dia 21, na região de Extrema (divisa de Rondônia e Acre) houve novo bloqueio da BR 364 por vários dias e um posto fiscal do governo do estado foi incendiado. Dentre várias reivindicações moradores cobram a emancipação do município.

Em Rolim de Moura no dia 20 de junho 2 mil pessoas tomaram as ruas. Participaram da manifestação além de estudantes e professores universitários, trabalhadores em Educação, do tribunal de justiça e agentes penitenciários, categorias que se encontram em greve. Manifestação em Rolim de MouraManifestação em Rolim de MouraA multidão iniciou a manifestação definindo que “nenhum político, assessor de político ou dirigente de partidos eleitoreiros teriam acesso ao microfone”. Os manifestantes ao final do protesto tomaram a rotatória do centro da cidade por cerca de duas horas.

Manifestação em Porto Velho - 26 de junhoManifestação em Porto Velho - 26 de junhoEm Porto Velho no dia 20, cerca de 20 mil pessoas tomaram as ruas da capital, houve confrontos com a PM. No dia 26 ocorreu nova manifestação, dessa vez organizada pelo movimento estudantil e por servidores em educação do estado que estão em greve a mais de um mês. A manifestação percorreu as principais ruas da cidade e quando se encontrava em frente a prefeitura já se encaminhando para encerrar, foi brutalmente atacada pela polícia. Além do 1º batalhão da PM participaram dos ataques o COE (companhia de operações especiais). Manifestantes se defenderam com pedras e paus e se retiraram para o prédio da UNIR. A polícia disparou balas de borracha, bombas de efeito moral e de gás lacrimogênio, inclusive em direção ao prédio da universidade. Manifestantes então se dirigiram para a avenida sete de setembro onde a manifestação se dispersou. A polícia continuou atacando os manifestantes em diversos pontos da cidade. Vidraças de bancos foram quebradas.

Manifestação em Ji-paranáManifestação em Ji-paranáTambém no dia 26 em Ji-Paraná, cerca de 4 mil manifestantes fecharam a ponte sobre o rio Machado na BR-364 durante várias horas.

Em Jaru camponeses se uniram aos trabalhadores da cidade, e aos trabalhadores em Educação que se encontram em greve. Pela manhã do dia 27 foi realizado uma organizada manifestação que percorreu as principais ruas da cidade. O ato contou com a participação da LCP e denunciou a crescente criminalização contra a luta camponesa e os trabalhadores da cidade. Clique aqui e leia mais informações sobre essa manifestação.

Manifestação em JaruManifestação em JaruTambém foram registrados protestos em Costa Marques, Guajará Mirim, Nova Mamoré, Ariquemes, Campo Novo, Ouro Preto D'Oeste, Cacoal, Chupinguaia, Vilhena e Colorado D'Oeste.

E ao que tudo indica a tendência é que siga crescendo o protesto popular por todo o país, e se espera que nesse caldeirão se eleve a consciência e a organização popular apontando o caminho para mudar o Brasil de verdade, não apenas fazendo reformas de fachada que em nada mudará a vida do povo. Mas que sejam feitas mudanças profundas através de uma revolução democrática, agrária e anti-imperialista, destrua todo esse velho e apodrecido Estado burguês-latifundiário e construa uma nova e verdadeira democracia.

Tremam senhores! Essas são as primeiras labaredas da grande fogueira que ainda está por vir!

   
     
   
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