Acampamento do MST: o judiciário já se posicionou

Escrito por Lenir Correia
Publicado em 21/07/2013
Categoria: Notícias
O MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) no dia 08 de julho, desse ano, levantaram Acampamento as margens da RO 140, km 04, trecho que liga a BR 364 ao munícipio de Cacaulândia, no Estado de Rondônia. O Acampamento com a chegada de pessoas a cada dia demonstra que há no Estado uma necessidade urgente e imperiosa de que se faça a Reforma Agrária, de forma, que o INCRA tem a responsabilidade de se preocupar e garantir que as famílias tenha terra para trabalhar.

O Acampamento está localizado em frente de duas fazendas: Quatro Cachoeiras e Nova Vida, sendo que o proprietário dessa última: Sr. João Arantes Neto já circula no local acompanhado pela polícia, inclusive, fazendo rasante de avião sobre o acampamento.

O que assombra as famílias é o que o Judiciário é lento para decidir as ações judiciais de retomadas e emissões na posse pelo INCRA de terras griladas ou irregulares que pertencem a União, mas, é extremamente eficiente para julgar reintegrações de posse em desfavor dos sem-terras, pois, o proprietário da Fazenda Nova Vida, ingressou com pedido de interdito proibitório no dia 09/07/2013 e no dia 10/07/2013, antes das 11 horas, a liminar já havia sido concedida, numa destreza assombrosa que nos faz questionar: “A quem a justiça serve?”

O Juiz de Direito EDILSON NEUHAS da Comarca de Ariquemes nem se preocupou em visitar in loco ou mesmo realizar audiência de justificação, preocupou-se mais em garantir a propriedade em detrimento da dignidade humana de pais e mães de famílias que acampados esperam a famigerada Reforma Agrária.

De fato as famílias sem terra ainda não tem na pauta de luta a FAZENDA NOVA VIDA e a FAZENDA QUATRO CACHOEIRA, mas o interdito proibitório revelou informações importantes, onde mostra uma imensa área de terra concentrada nas mãos de apenas uma pessoa (JOÂO ARANTE NETO). A fazenda Agropecuária Nova Vida LTDA possui 14.471,7219, esta área se for usada pela agricultura camponesa, seria suficiente para assentar 1.205 famílias, garantindo de 12 hectares de terra para cada família, área suficiente para produzir milhares de alimentos e garantir em media 4.823 emprego de forma direta.

Sem essas fazendas estarem na pauta o O MST já responde processo por isso, antes mesmo de fazer qualquer ocupação de área, diante disso, coloca como sugestão para o Estado Brasileiro que devido o tamanho das áreas e sua ótima localização, essas deveriam estar nas mãos das famílias que necessitam de terra para viver e produzir alimentos diversificados favorecendo todos os município da região.

O Judiciário já mostrou de que lado se encontra, o fazendeiro já instalou duas guaritas com seguranças em frente ao Acampamento, sendo que esses ficam de forma ostensiva intimidando os acampados e a sociedade? De que lado ficará?

É necessário compreender que a Fazenda Nova Vida muito conhecida na região possui histórico de violência contra os camponeses, de grilagens de terra e que só produz para o agronegócio; do outro lado, estão famílias que buscam a permanência no campo como forma de criar suas famílias com dignidade e produzir para alimentar a si e a região.

O acampamento permanece e se fortalece, todos os sem-terras são bem-vindos, vamos pautar o INCRA para que faça o seu trabalho de assentar famílias no campo para do campo viverem.

   
     
   
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