Reforma agrária falida de Lula/Dilma/PT e da (in)justiça promovem mais um despejo

Escrito por LCP de Rondônia e Amazônia Ocidental
Publicado em 02/06/2015
Categoria: Notícias
No último dia 27, mais de 30 famílias foram despejadas do Acampamento Cajueiro 1, localizado na fazenda Paredão, na RO-257, em Machadinho D’Oeste. Participaram da ação vergonhosa policiais da PM, GOE, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros, fortemente armados. Até um helicóptero esteve presente. Dois camponeses foram presos.
 
Imagens do forte aparato repressivo podem ser vistas na internet, na seguinte matéria:
http://www.anarinoticia.com.br/distrito-de-5o-bec-apos-decisao-judicial-fazenda-paredao-e-reintegrada-com-grande-aparato-policial/
 
Há vários meses os camponeses do Acampamento Cajueiro 1, apoiados pela LCP, vinham lutandom pelo sagrado direito à terra. Houve várias reuniões com o Incra e a Ouvidoria Agrária Nacional e as negociações estavam avançando. Mas nada disso foi suficiente para evitar mais um despejo absurdo.
Para os latifundiários apoio e conivência com seus crimes, para camponeses despejos, calúnias, perseguições, prisões e assassinatos de lideranças
 
O governo não cumpre nem a reforma agrária fajuta prevista na Constituição Federal e os camponeses são brutalmente reprimidos!
 
Em dezembro passado, o fazendeiro Caubi Moreira Quito confessou para o delegado da Polícia Civil de Buritis, Dr. Renato César Morari, que contratou policiais militares para fazer serviço de pistolagem. Gercino não fez nada a respeito, a (in)justiça não mandou prender.
 
Em setembro passado, o latifundiário e ex-prefeito de Vilhena conhecido como Nego Zen e pistoleiros fortemente armados, sequestraram e torturaram dois camponeses por vários dias. A polícia militar do governador Confúcio Moura (PMDB) se negou a acompanhar uma comissão de advogados, professores, estudantes e camponeses de todo o estado. Depois que os camponeses foram resgatados, Nego Zen e pistoleiros foram presos. Mas eles foram soltos na mesma hora, nem deu tempo dos policiais tirarem foto ao lado deles, posando de robocop.
 
Nem um quinto do aparato repressivo usado para despejar menos de 40 famílias de uma terra que está sendo negociada pelo Incra foi enviado a Rio Pardo para investigar o assassinato bárbaro de Paulo Justino. Ele era presidente de uma Associação que lutava por direitos dos camponeses, principalmente o de reocupar a terra de onde foram despejados há 2 anos.
 
Nenhum agente do serviço de inteligência foi destacado para investigar este caso, nem o assassinato do topógrafo Jander Faria, membro da mesma Associação de Paulo Justino. Comenta-se em Rio Pardo que outras 5 pessoas foram assassinadas recentemente, todas também defendiam que as famílias despejadas reocupassem suas terras. Mas nenhum policial foi investigar. E Mário Jorge Pinto Sobrinho, delegado agrário de Rondônia ainda teve o desplante de dizer numa reportagem que a polícia investiga a possibilidade do assassinato de Paulo Justino ter sido motivado por vingança ( http://www.ebc.com.br/noticias/2015/05/policia-de-rondonia-investiga-assassinato-de-ativista-rural ) por um crime cometido por um homônimo de Paulo, em Pernambuco.
 
Os camponeses estão fartos de denunciar tanta injustiça e nada acontece.
 
Os camponeses querem terra, não repressão!
Terra para quem nela trabalha!
Punição para os executores e mandantes de todos os crimes contra camponeses!
 
LCP – Liga dos Camponeses Pobres de Rondônia e Amazônia Ocidental
 
Jaru, 29 de maio de 2015
   
     
   
» Todo o conteúdo pode ser copiado e reproduzido desde que citada a fonte «