Camponeses realizam combativo fechamento da BR 104

Escrito por LCP do Nordeste
Publicado em 26/08/2015
Categoria: Notícias

Durante anos o povo de Lagoa dos Gatos e Cupira tem arriscado suas vidas nas estradas cheias de buracos e lama, enquanto o Estado reacionário gerenciado pelo PT investiu e, mesmo com a crise, não deixa de investir nos grandes projetos e estradas do grande capital e latifundiários. Além de privatizar importantes estradas em todo o Brasil prejudicando o povo, particularmente os pequenos e médios caminhoneiros.

Depois de repetidas e mentirosas promessas dos órgãos do velho Estado, no dia 13 de agosto foi realizada uma vitoriosa manifestação para exigir a recuperação da estrada que liga o município de Lagoa dos Gatos a Cupira. Mototaxistas, motoristas de lotação, pequenos comerciantes e camponeses da área revolucionária José Ricardo (antiga fazenda Riachão de Dentro) fecharam, durante quase sete horas, a BR 104 no trecho que liga Cupira e Agrestina.

No dia anterior, houve uma clara tentativa de desmobilização do protesto, quando a Prefeitura de Lagoa dos Gatos junto ao Governo do Estado colocaram máquinas na pista simulando uma possível recuperação da estrada naquele mesmo dia. Como esse simulacro já havia ocorrido esse ano, o povo não se deixou enganar e realizou o protesto, ganhando apoio inclusive dos motoristas que tiveram que ficar com seus veículos parados na BR. O próprio Departamento de Estradas e Rodagem (DER), representando o governo do estado, teve que desmentir essa farsa da possível reforma imediata, revelando que não iria iniciar nenhum tipo de obra agora, porém tiveram que publicamente se comprometer em realizar a reforma da estrada até o mês de dezembro deste ano. Ao final do ato, o clima era de animação, mas também de certeza de que caso o governo não cumpra com a palavra, um novo e maior protesto ocupará as ruas e estradas da região.

O combativo protesto, que teve ademais o apoio de camponeses da área revolucionária Renato Nathan (Messias – Alagoas), levantou também outras reivindicações. Defendeu-se a posse da terra do Lajeiro (área revolucionária Renato Nathan) pelos camponeses contra as tentativas da Usina Leão de despejá-los. Uma das faixas tinha uma mensagem de apoio internacionalista aos trabalhadores e ativistas turcos da organização classista e combativa ATIK, presos em alguns países europeus numa campanha fascista comandada pelo imperialismo alemão. O ato denunciou também o caráter reacionário e demagógico do governo do PT, assim como o recorte dos direitos trabalhistas, o recorte de verbas para educação e fracasso da reforma agrária. Uma das faixas da manifestação tinha a palavra de ordem: “O Brasil precisa de uma grande Revolução”, chamando a não guardar ilusões com o governo nem com nenhum outro partido eleitoreiro, mas a lutar de forma independente e combativa para transformar a sociedade radicalmente.

   
     
   
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