Camponeses tomam as ruas contra a “reforma” da Previdência

Escrito por LCP do Norte de Minas e Sul da Bahia
Publicado em 18/02/2017
Categoria: Notícias
Camponeses de todo o Norte de Minas, realizaram uma grande manifestação em repúdio à contrarreforma da previdência (PEC 287) que, dentre os seus ataques aos direitos do povo, persegue o fim do direito à aposentadoria para os trabalhadores do campo.
 
Cerca de 5.000 trabalhadores seguiram em manifestação, bloqueando as ruas do centro da cidade até a sede do INSS, onde realizaram um ato público de repudio às medidas anti-povo e vende-pátria do governo Temer/ PMDB. Dezenas de sindicatos do Norte de Minas, convocados pela Fetaemg – Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Minas Gerais marcaram presença e denunciaram os pacotaços do gerenciamento ilegítimo de Temer para favorecer o latifúndio, a grande burguesia, os banqueiros, empreiteiras e interesses dos monopólios transnacionais.
 
A LCP - Liga dos Camponeses Pobres do Norte de Minas e Sul da Bahia marcou presença no ato com suas bandeiras vermelhas; seus ativistas levantaram uma faixa com os dizeres: Contra a crise e os pacotaços: Greve Geral!” e distribuíram centenas de panfletos apontando o caminho da Revolução Agrária de tomar todas as terras do latifúndio!
 
A criminosa PEC 287, sob o pretexto de combater um inexistente “déficit” da previdência, impõe que os camponeses passem a contribuir para a previdência social não apenas através dos impostos que incidem sobre a comercialização de sua produção – como ocorre hoje – mas, por meio do pagamento de um carnê mensal por, pelo menos, 25 anos. Tal medida, na prática, impedirá que milhares de camponeses possam se aposentar, causando o aumento da miséria no campo e a quebradeira generalizada das pequenas e médias cidades por todo o país.
 
Segundo o boletim da LCP: “Estes pacotaços pretendem tirar dinheiro dos pobres para pagar a roubalheira e a corrupção dos ricos, para tentar salvar o capitalismo burocrático no Brasil e o imperialismo no mundo, desta crise colossal que só pode ser resolvida com revolução. Tudo isso com o prosseguimento de muita repressão e violência contra o povo em luta, especialmente contra o movimento camponês, quilombola e indígena. Para garantir os interesses do latifúndio, repartir e vender a preço de banana do que resta desse nosso Brasil tão roubado e explorado.”
 
Abaixo o governo vende-pátria e anti-povo de Temer/PMDB!
Contra a crise: tomar todas as terras do latifúndio!
Viva a Revolução Democrática, agrária e anti-imperialista!
   

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