Camponeses tomam terras em Alagoas

No dia 29 de janeiro de 2008, 90 famílias tomaram a fazenda Canta Galo, localizada no município de Matriz do Camaragibe, a 100 km de Maceió. Logo após a ocupação, os trabalhadores, que são acompanhados pela LCP (Liga dos Camponeses Pobres), sofreram ameaças e agressões do latifundiário e advogado Sérgio Cansanção e seus jagunços.

O latifundiário chegou ao Acampamento com quatro policiais militares e na frente da PM agrediu um velho camponês de 65 anos. Um policial colocou sua arma na cabeça de outro senhor que tentou impedir a agressão covarde. O latifundiário e os policiais ameaçaram atirar nos camponeses, em suas mulheres e crianças, caso eles não desocupassem a área imediatamente.

O latifundiário Sérgio Cansanção, que diz ter estudado as leis brasileiras, parece não conhecer nada de justiça. Por que ele não entrou com um pedido de reintegração de posse? Talvez porque sua terra esteja totalmente irregular.

Sérgio Cansanção não pode sair assim fazendo suas próprias leis. Ele quer colocar medo e terror nos camponeses. Em que país nós vivemos? Ainda dizem que no Brasil existe o tal “Estado democrático de direito”. Direitos, somente para os ricos (latifundiários e burgueses), para o povo só deveres e repressão.

Os camponeses não estão roubando nada, estão lutando por um pedaço de terra para trabalhar. Querem fugir do desemprego das cidades para trabalhar a terra e dela arrancar sua sobrevivência. O povo de Matriz sabe a importância da terra na mão dos camponeses pobres. A feira da cidade hoje é abastecida pelos pequenos e médios proprietários.

Os camponeses continuam acampados na fazenda Canta Galo e não se intimidarão com ameaças de quem quer que seja. Pedimos apoio a todos democratas e progressistas do estado de Alagoas e da cidade de Matriz. Esta é uma luta justa. O povo quer terra e não repressão.

Viva a revolução agrária!
Terra para quem nela trabalha!

Comitê de Defesa da Revolução Agrária