Ato político celebra a Heroica Resistência Camponesa de Corumbiara

No sábado, dia 17/08 realizou-se
um ato político de celebração da Heroica Resistência Camponesa de Corumbiara,
que completou 24 anos no último dia 09 de agosto. Realizado pela LCP – Liga dos
Camponeses Pobres de Rondônia e Amazônia Ocidental, o ato encerrou um conjunto
de atividades para celebrar data tão importante para a luta camponesa no
Brasil: reunião de estudo, visitas em casas, colagem de cartazes, panfletagens
em Vilhena e nas áreas revolucionárias Adriana, Renato Nathan, Zé Bentão,
Alzira Monteiro, Alberico Caravalho, Maranatã 1 e 2 e acampamento Manoel
Ribeiro. Ocorrido na Escola Popular Antônio Dias, localizada na área
revolucionária Zé Bentão, o ato político contou com a participação de cerca de
30 camponeses das áreas vizinhas.

Um representante da LCP fez uma
exposição e depois houve um debate, com a participação de vários camponeses.
Foi relembrado a batalha e a retomada das terras, que completaram 9 anos.
Destacou-se a necessidade de aumentarem as tomadas de terra como, o acampamento
Manoel Ribeiro, única solução para a grave crise econômica que o país enfrenta,
bem como a importância das famílias elevarem sua preparação e organização para
enfrentarem o aumento da violência e dos crimes do latifúndio e do velho
Estado. Foi lembrado que Bolsonaro foi o primeiro presidente a defender
abertamente que latifundiários ladrões de terra assassinem camponeses que lutam
por um pedaço de terra, embora nenhum governo anterior tenha diminuído a
concentração de terra no Brasil, uma das maiores do mundo. Também foi falado do
boicote recorde à farsa das eleições e da preparação da Greve Geral de
resistência nacional, assim como da necessidade dos camponeses participarem,
levando suas bandeiras por política de preços mínimos justos para a pequena
produção, pelo fim das multas ambientais contra camponeses, por assistência
técnica, educação e saúde de qualidade.

Uma jornalista recém formada na Unir – Universidade Federal de Rondônia
em Vilhena apresentou seu trabalho de conclusão de curso feito sobre a
conquista da antiga fazenda Santa Elina pelos camponeses. Ela apresentou um
resumo do conteúdo de seu trabalho e exibiu fotos tiradas nas áreas e durante
as entrevistas que ela realizou com várias famílias camponesas. A intelectual
informou que seu trabalho foi muito bem recebido por seus professores que
destacaram a importância de divulgar as lutas camponesas como forma de quebrar
a ideia preconceituosa e falaciosa de que lutadores sem terra são vagabundos,
ladrões de terra – muito comum entre quem não conhecem estas lutas.

A Escola Popular foi decorada com um cartaz onde lia-se Viva a heroica resistência camponesa de Corumbiara! e com os nomes dos 14 camponeses heróis desta batalha: Sérgio Rodrigues Gomes, Vanessa dos Santos Silva, Manoel Ribeiro (Nelinho), Maria Bonita, Ari Pinheiro dos Santos, Alcindo Correia da Silva, Ênio Rocha Borges, Ercílio Oliveira Campos, José Marcondes da Silva, Nelci Ferreira, Odilon Feliciano, Oliveira Inácio Dutra, Jesus Ribeiro de Souza, Darli Martins Pereira. Foram distribuídas convocatórias da Liga Operária e do Marreta sobre Greve Geral, panfletos recentes e edições antigas do jornal A Nova Democracia.