Latifúndio utiliza trabalho semi-escravo no corte da cana

Na semana passada nas Fazendas Reunidas, Pedrinha e Pereira, o município de Capela presenciou uma verdadeira ação criminosa. Com a presença do ministério do trabalho de alagoas e 12 Sindicatos Rurais do estado, foi flagrada a criminosa exploração de trabalhares no corte de cana, sem o mínimo registro trabalhista e sem a utilização do básico equipamento de segurança (botas, luvas, óculos etc.), também foi flagrada a presença de crianças entre 10 anos trabalhando neste corte ilegal de cana.

Desta maneira, com trabalho escravo e com o trabalho infantil, é que o Secretário de governo do estado e alagoas Sérgio Moreira, reivindica a posse da área, nesta terra que desde a falência da Usina João de Deus a mais de seis anos, está abandonada.

O que é de se estranhar para alguém dizer ter valor sentimental pela Fazenda herdada e nunca ter construído uma Casa Grande como sede e deixar a terra em situação de improdutividade.

O latifúndio das Fazendas Reunidas alega prestígio pela terra, mas o pedido de reintegração já possui dois anos e só em novembro deste ano foi executada a ação, por coincidência no final do processo da farsa eleitoral, no qual, o gerente de plantão do governo de alagoas teve confirmada sua reeleição.

Na Feira de Capela a maior parte dos produtos vem de outras cidades ou até mesmo outros estados. Com isso os alimentos como o feijão, a macaxeira, a farinha, as frutas, são sempre caros e os preços só aumentam. Isso acontece porque hoje os camponeses estão sem terra ou com pouca terra, enquanto o latifúndio possui centenas de hectares de terra só para a produção de cana de açúcar.

E no caso do senhor secretário, a ganância pelo lucro é tamanha que se utiliza até da exploração do trabalho irregular do corte de cana num regime de semi-escravidão. Como aponta o documento em processo contra Sérgio Moreira que a fiscalização dos sindicatos junto ao ministério do trabalho deram entrada na justiça.

Por isso, que milhares de camponeses afirmam que se o campo não planta a cidade não janta, e que a solução para o abastecimento das cidades, barateando os preços dos alimentos, é a luta pela terra para quem nela trabalha, com a Revolução Agrária. E com isso construir um novo poder popular, uma Nova Democracia, onde o povo exerce poder sobre seu próprio destino. O caminho para o fim da miséria, da fome no nosso país é a Revolução Agrária que significa tomar as terras do latifúndio e distribuir para quem nela trabalha.

Assim, podemos conhecer os verdadeiros interesses de latifundiário do secretário Sérgio Moreira, se utiliza de todos os recursos, até mesmo da criminosa exploração do trabalho de crianças no corte de cana para atingir o lucro máximo. Ele mostra o seu falso caráter, sua falsa responsabilidade social. O secretário da gerência de plantão em Alagoas, Sérgio Moreira pretende ter terras para a escravidão no trabalho de monocultura de cana de açúcar, e assim, contribuir com a miséria e a fome da nossa região.

Abaixo o trabalho escravo!

Terra para quem nela trabalha!

Viva a Revolução Agrária!

Comitê de Apoio da Revolução Agrária