
Na noite de ontem, 6 de novembro, dirigentes e ativistas de partidos e organizações sindicais e populares, operários, advogados, jornalistas, professores e estudantes compareceram ao ‘Ato em repúdio ao assassinato do dirigente camponês Cleomar Rodrigues’, realizado no auditório do Sindicato dos Empregados no Comércio de Belo Horizonte, Minas Gerais.
Na abertura do Ato, presidido pela Associação Brasileira dos Advogados do Povo (Abrapo), foi exibido um vídeo do funeral de Cleomar, em Pedras de Maria Da Cruz, no Norte de Minas, com as manifestações de revolta e solidariedade de organizações democráticas e populares.
A Sra. Dira, dirigente da Liga dos Camponeses Pobres (LCP) do Norte de Minas e Sul da Bahia e companheira de Cleomar, não pôde comparecer ao Ato por estar acompanhando o parto de uma filha. Emocionou a todos sua fala registrada no vídeo narrando as dificuldades enfrentadas com seu companheiro e a felicidade de poder ter compartilhado a vida e a luta com Cleomar. Ela cobrou punição para os responsáveis pelo assassinato de seu companheiro, mandantes e executores, bem como destacou que as “autoridades” e instituições que citou nominalmente, entre elas o Incra, “têm culpa do que aconteceu”.
Fizeram uso da palavra: Associação Brasileira dos Advogados do Povo (Abrapo), Liga Operária, Movimento Feminino Popular (MFP), Movimento Estudantil Popular Revolucionário (MEPR), Frente Revolucionária de Defesa dos Direitos do Povo (FRDDP), Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de Minas Gerais (Sintect), Partido da Causa Operária (PCO), Partido Comunista Brasileiro (PCB), Sindicato dos Trabalhadores da Construção de Belo Horizonte e Região (Marreta) Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos (Cebraspo), Comitê dos Familiares dos Presos Políticos (RJ), Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania (IHG) e Movimento Classista dos Trabalhadores em Educação (Moclate). Também foi registrada a presença de ativistas do Movimento Marxista 5 de Maio (MM5).
Os oradores desses movimentos expressaram sua solidariedade com a Liga dos Camponeses Pobres e com familiares e companheiros de Cleomar. Comprometeram-se em somar esforços na denúncia e nas ações de solidariedade, além de empenhar-se para que os responsáveis pelo assassinato do dirigente camponês sejam punidos.
O superintendente do Incra-MG, Danilo Daniel Prado Araújo, também esteve presente e, em sua fala, afirmou que a ação do latifúndio e seus bandos de pistoleiros é uma “afronta ao Estado”. Ele revelou que, na primeira semana de novembro, após o assassinato de Cleomar, uma equipe do Incra e agentes da Polí