Republicamos abaixo matéria divulgada no Portal A Nova Democracia, em 23 de janeiro de 2026.

O dirigente camponês Adeildo Gonçalves Calheiro, de 43 anos, conhecido como “Flecha”, foi executado barbaramente na manhã deste 23 de janeiro no assentamento Pari, no Alto Paraguai, em Mato Grosso (MT). Segundo a imprensa lixo, a operação foi executada pelo Batalhão de Operações Especiais (BOPE) da Polícia Militar (PM) de MT, em cooperação às forças de repressão de Rondônia.
A Comissão Nacional das Ligas de Camponeses Pobres (LCP), procurada pela reportagem de AND, suspeita da versão policial. “No mínimo, é estranho que este crime, cometido pelo BOPE de MT, tenha sido noticiado primeiro em Rondônia”, afirmou em nota; em seguida, a LCP ressaltou que que a única coisa informada pelos assassinos foi “a suspeitíssima versão das forças de repressão, que servem ao latifúndio, responsáveis por milhares de assassinatos de camponeses, indígenas e quilombolas”.

O movimento destaca que, ao contrário das acusações, “o companheiro ‘Flecha’ não é e nem nunca foi um bandido”. “É um destacado e querido dirigente camponês, comprometido até a última gota de sangue com a Revolução Agrária, que participou das lutas nas áreas Lamarca I e Lamarca II; entrou no movimento assumindo todas as tarefas necessárias, tendo contribuído para que as massas conquistassem sua tão sonhada e sagrada terra em Santa Elina, Gonçalo I e Gonçalo II, Raio de Sol, Canaã, Renato Nathan 2 e Valdiro Chagas. Corajoso, também levantou o glorioso nome de Gedeon na região de Machadinho D’Oeste”, rememora a LCP.

“Levantamos bem alto o nome do companheiro, mil vezes odiado pelo velho Estado e pelo latifúndio, por ter contribuído para derrotá-los em diversas batalhas. Sua honrada vida e sua morte em combate nos faz mais fortes. Companheiro ‘Flecha’: presente na luta!”, conclui a LCP.
