As políticas preservacionistas do imperialismo norte-americano estão voltadas para a utilização futura de recursos naturais e da descoberta de plantas que sirvam à indústria milionária dos remédios. No Brasil, segundo dados do IBGE, existem mais de 300 mil ONGs, destas 100 mil estão na Amazônia.

Abaixo a militarização da Amazônia! Basta de devastação latifundiária!

Camponeses resistem e repelem operações militares

Em Rondônia o exército reacionário junto da polícia militar e SEDAM (Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental) estão realizando diversas ações repressivas em diferentes localidades.

No dia 19 de Maio, na região de Jacinópolis, distrito de Nova Mamoré, o povo cansado de tanto abuso, humilhação, perseguição e repressão, repeliu as forças repressivas. A gota d’ água foi a prisão de uma família (um homem, mulher e uma criança) e motos dos moradores.

Moradores da região se mobilizaram e tentaram impedir a apreensão das motos e libertar a família presa, que estava sendo levada para delegacia. A estrada foi bloqueada em diferentes pontos utilizando árvores e destruição de pontes. Isso obrigou os policiais se refugiarem e passarem a noite na mata. No dia seguinte após envio de reforços policiais, dezenas de moradores a pé e em motos, tentaram fazer novo bloqueio. A polícia usou spray de pimenta, bombas e fez disparos. Os moradores reagiram com pedras. Depois de muitas tentativas fracassadas os policias fugiram sendo perseguidos pelos moradores revoltados.

Tropas do exército reacionário continuam acampadas na região. Mas o povo de Jacinópolis já deu inúmeras mostras de combatividade e seguirá resistindo as ofensivas contra a luta pela terra e as tentativas de sua expulsão dessas áreas. Seguirá brigando para defender seus direitos, para trabalhar e viver com dignidade.

Pistoleiros e policiais do latifúndio escorraçados por camponeses

Na linha 29 A, no distrito de Nova Dimensão, cerca de 30 km de União Bandeirantes, camponeses da área Dois Amigos resistiram a mais um ataque do latifúndio e seus bandos armados. No final de abril os pistoleiros cortaram cerca feita pelos camponeses e abriram fogo com armas de grosso calibre contra as famílias da área. Segundo informações dos camponeses o bando armado do latifundiário teve participação de policiais que deram apoio ao ataque desde a sede da fazenda, e incendiaram alguns barracos da área.

Esse não foi o primeiro ataque sofrido por essas famílias que lutam por essas terras desde 2014 e tomaram a firme decisão de cortar a terra e produzir sem depender da reforma agrária do governo, há muito falida.

Dessa vez os camponeses não só resistiram a mais essa investida do bando armado do latifundiário acobertado por policiais, como tomaram o restante da fazenda, arrasando por completo com as instalações da sua sede.

GLO é para perseguir trabalhador e dar cobertura para latifundiários

No mês de maio o fascista Bolsonaro e seu governo de generais iniciou operação das Forças Armadas reacionárias chamada “Verde Brasil 2” que com a desculpa de combater desmatamentos e incêndios na região Amazônica visa na verdade travar guerra contra o povo, particularmente os camponeses pobres, pequenos e médios proprietários.

Tal operação é parte do plano de golpe contrarrevolucionário preventivo em marcha no país e dirigidos pelo Alto Comando das Forças Armadas (ACFA). Através de decretos de GLO (“Garantia da Lei e da Ordem”) buscam empregar tropas das Forças Armadas reacionárias na chamada Amazônia Legal, cobrindo 59% do território brasileiro.

Essas medidas estão sendo dirigidas pelo Conselho Nacional da Amazônia Legal que é presidido pelo general e vice-presidente Mourão e dá às Forças Armadas poder sobre todas as operações destinadas a atuarem contra “crimes ambientais”, ocupações de terra, “desmatamento ilegal” e incêndios. Além do emprego direto das forças armadas reacionárias, os diferentes órgãos ambientais e as diferentes polícias dos estados envolvidos (Acre, Rondônia, Mato Grosso e Pará), são utilizadas e subordinadas ao comando dos militares nas operações.

Todo discurso “ambientalista” e patrioteiro de defesa do “meio ambiente” e combate ao “crime ambiental” na Amazônia é apenas cortina de fumaça. Na verdade isso serve aos interesses de potências imperialistas que são os maiores responsáveis pela destruição do meio natural no mundo, explorando os recursos naturais de forma voraz, visando o lucro máximo. O que esconde o discurso de “preservação” da Amazônia, é a cobiça dos monopólios imperialistas pelas nossas riquezas e por isso manejam e atuam de diferentes formas para expulsar, reprimir e inviabilizar qualquer iniciativa econômica que não sirva aos seus capitais. Querem que as riquezas naturais sejam mantidas intactas e sob seu controle para que eles possam explorar quando for mais conveniente, ao tempo que dão cobertura para os grandes projetos sojeiros, de cana, mineração e de hidrelétricas. Vejam o exemplo da Floresta Nacional do Jamari, em Itapoã D’Oeste, Rondônia, que depois de anos sendo “preservada” simplesmente foi entregue para grandes madeireiras estrangeiras fazerem uma exploração “sustentável”.

Dois pesos e duas medidas

Os governos de turno atuam com dois pesos e duas medidas. Não medem esforços para reprimir os camponeses, demais trabalhadores, pequenos e médios proprietários dessas regiões. Se um camponês tira uma casca de árvore para fazer um chá, ou mata uma paca para se alimentar é tratado como criminoso e sofre todos os “rigores da lei”. Mas o mesmo rigor não ocorre contra os latifundiários, grandes madeireiras e mineradoras. Basta ver o exemplo da mineradora Vale, que causa terror na população de cidades inteiras ameaçadas pelo rompimento de suas barragens (mais baratas e por isso muito mais inseguras), que mais de uma vez após rompimento assassinaram centenas de pessoas, além de causar colossal dano ao meio natural, matando rios e afetando vales e regiões inteiras. Contra essas empresas poderosas, nenhum rigor, nenhuma punição e criminosa cumplicidade.

Da mesma forma, nessas operações “ambientais” no campo, há décadas e mais ainda no atual governo, os grandes latifundiários, grandes madeireiras, grandes mineradoras passam incólumes. E toda repressão cai sobre as costas dos pequenos e médios.

Em meio a pandemia, a guerra do governo não é contra o vírus, e sim contra o povo

A atual situação de pandemia escancara a falência do sistema público de saúde e a incapacidade desse velho Estado e seus governos de turno de resolver os mínimos problemas em favor do povo. As tragédias e mazelas diárias que o povo sofre só tem aumentado. Além da mortandade de dezenas de milhares de pessoas, a quebradeira geral só faz aumentar o desemprego e a miséria do nosso povo.

A verdade nua e crua é uma só: a pandemia do Coronavírus escancarou a crise geral do capitalismo (crise de superprodução relativa – mais mercadorias do que gente em condição de comprar), expôs a crueldade deste sistema onde mais de 90% da população mundial não tem nada e sobrevive em condições piores do que quando a humanidade havia desenvolvido menos conhecimento científico. A desigualdade social é astronômica, o 1% da população dos mais ricos detém 67% de toda a riqueza mundial. E isso só está agravando aos saltos, os ricos estão ficando cada vez mais ricos, enquanto a pobreza só aumenta. Se não fosse a pandemia, esta crise iria estourar de uma forma ou de outra, mais cedo do que tarde.

O governo Bolsonaro e dos generais, servidores dos interesses do latifúndio, da grande burguesia  e do imperialismo, principalmente ianque (Estados Unidos) se aproveitam da situação da pandemia para aumentar medidas de superexploração dos trabalhadores. O governo assiste satisfeito a doença avançar por todo território, num verdadeiro genocídio naturalizado por ele e pelos monopólios de imprensa como inevitável, completando a “reforma da previdência” com a morte de milhares de idosos e enfermos, ao mesmo tempo que com a migalha de R$ 600,00 querem manter o povo isolado e desmobilizado em casa. O fascista Bolsonaro só defende acabar com o “isolamento impositivo” porque vê que outros setores da burguesia querem afundar seu já fracassado governo e porque ele se lixa se o povo vai morrer ou não.

Temendo o crescimento da justa revolta do povo, estão incrementando preventivamente a repressão e criminalização da luta popular, preparando verdadeira guerra movida contra o povo.

No último período além da ameaça da pandemia que paira sobre os povos indígenas, e que já começou a fazer vítimas, se intensificaram as impunes violações do latifúndio aos seus territórios, e assassinatos de suas lideranças.

Se aproveitam da justa reivindicação de muitas massas no campo pela regularização de suas posses, para enganosamente mover campanha de “regularização fundiária”, que tem como objetivo primeiro, legitimar a grilagem das terras públicas pelos latifundiários.

O judiciário se mantém ativo nos despachos contra os interesses dos indígenas, quilombolas e camponeses. Cresceram enormemente as operações de despejos e ataques em áreas camponesas, novas e antigas. E diferente de tempos atrás onde o exército reacionário se envolvia nessas operações de forma indireta, secundária ou apenas na direção encoberta, cada vez mais participam ativamente tanto na condução como nos operativos diretos contra os camponeses.

O Brasil precisa de uma grande revolução de Nova Democracia

Os generais hoje governam diretamente, mandam e desmandam no país e se apresentam como salvadores da pátria. Mas eles estiveram todo o tempo como guardiões desse sistema. São um punhado de privilegiados e são responsáveis pela manutenção de todo esse sistema de exploração, injustiça, sofrimento do povo e subjugação da nação. São eles que com as baionetas e canhões sustentaram e sustentam esse sistema podre e caduco, esmagaram a ferro, fogo e sangue todas as tentativas de nosso povo em levar adiante uma revolução democrática popular, única forma de remover do poder estas máfias de parasitas e sanguessugas do povo e da nação, que arrastaram o Brasil para a beira do abismo a que chegamos.

Mas se enganam se pensam que sempre derrotarão o povo. Se enganam se acham que com despejos, perseguições repressão e assassinatos, irão parar a luta pela terra. O latifúndio é o que existe de mais atrasado em nosso país: são ladrões de terra, assassinos de indígenas e posseiros, um dos pilares que há séculos sustentam a dominação do imperialismo sobre nossa nação, ocupando a maioria das terras para a produção de soja, gado, cana, eucalipto e extração de minérios para exportação, com financiamentos públicos, sem pagar impostos e destruindo o meio natural impunemente.

Enquanto existir o sistema latifundiário, os camponeses pobres sem-terra ou com pouca terra, posseiros, indígenas e quilombolas, atingidos por barragens, mineração e eucalípto seguirão resistindo e a luta não vai parar. E da persistência na luta, aprendendo e tirando lições das derrotas sofridas o povo está conhecendo o caminho da vitória.

O Brasil está a beira da guerra civil, os fascistas de Bolsonaro estão assanhados e provocando nas ruas com as bandeiras da contrarrevolução com o suporte destes generais reacionários e  lambe-botas dos Estados Unidos e suas forças armadas treinadas em massacrar o nosso povo desarmado. Desta vez não vai ser mais assim, o povo responderá a altura! O mundo está estremecido com o fracasso do imperialismo, as massas estão se levantando em todo o mundo, vejamos o próprio Estados Unidos. Aqui, mais cedo que tarde a Revolução Agrária tomará impulso e os camponeses do Brasil unidos à classe operária e demais trabalhadores e a juventude e mulheres do povo se levantarão em violentas rebeliões. Está chegando o dia em que o povo brasileiro verá a sua salvação e a do Brasil numa grande revolução de uma democracia nova, que varrerá com todo esse putrefato e genocida sistema de exploração e opressão e iniciará a construção de uma nação independente e de um Brasil Novo.

Conquistar a terra, destruir o latifúndio!

Basta de repressão e roubo de terras pelos latifundiários!

Fora com o governo de generais e seu protegido fascista Bolsonaro!

Terra a quem nela trabalha!

Abaixo o golpe militar fascista!

Viva a Revolução Democrática!

Comissão Nacional das Ligas de Camponeses Pobres do Brasil