Moradora de área vizinha ao Manoel Ribeiro é ameaçada de morte

Em mais episódios da política de terror e criminalização contra os camponeses e a luta pela terra, uma camponesa moradora de área próxima ao acampamento Manoel Ribeiro está recebendo ameaças de morte por telefone. Nas ameaças feitas via whatsapp (originadas do número 69 9223 3339) imagem de um revólver é enviada, dizendo que o dia e hora estão contados e que será alvo em Chupinguaia. Ao que tudo indica tais ameaças partem de policiais, pois o mesmo modus operandi já foi observado em outras ameaças feitas também via telefone. Num desses casos, as ameças se originam do número 69 9218 8790 e no perfil do whatsapp consta a autodenominação de “Cabo Emerson”.

A moradora que está recebendo as ameaças é uma pessoa ativa da região que se solidariza com todos e principalmente com a luta dos camponeses pela conquista de sua terra.

Após a firme resistência dos camponeses do acampamento Manoel Ribeiro (últimas terras da antiga fazenda Santa Elina) e a suspensão por tempo indeterminado da injusta reintegração de posse, obrigando o governo recuar, os moradores de toda a região estão sendo submetidos a uma campanha de terror por parte do velho Estado. Estão realizando bloqueios de estradas, interrogatórios, agressões físicas e psicológicas, invasão de casas, ameaças de prisões por parte das forças policiais do velho Estado fardados ou a paisana. Tudo como parte de uma odiosa campanha de criminalização da luta pela terra movida pelo governo de turno deste velho Estado e alardeada pelos porta-vozes do latifúndio.

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Querem fazer crer que os camponeses são criminosos, quando sabemos que os verdadeiros bandidos são os latifundiários ladrões de terra da União e toda essa gente paga para defendê-los e para criminalizar a luta justa pela terra. Os camponeses têm feito chamados a todos aqueles que não aceitam estas injustiças a continuarem firmes na defesa da luta das famílias do acampamento Manoel Ribeiro e dos moradores da região e pelo fim imediato de toda essa campanha de intimidação, ações violentas e criminalização da luta pela terra.