Defender a posse do Canaã pelos camponeses!

Punição para os responsáveis pelo desaparecimento do camponês Luiz Carlos!

As famílias da área Canaã têm até o dia 2 de janeiro de 2015 para desocuparem suas terras onde vivem desde 2003. A ordem de despejo foi decretada pela juíza estadual Elisângela Nogueira, de Ariquemes. Camponeses de Buritis estão enfrentando outra onda de repressão das polícias e pistoleiros, a mando de latifundiários grileiros de terras públicas. Tudo leva a crer que entre eles está o responsável pelo desaparecimento de mais um camponês.

As terras do Canaã são dos camponeses

As famílias debatem seus problemas e decidem as soluções em assembleias, dividem tarefas, se organizam. Assim construíram e reformaram estradas e pontes e estão em vias de conseguir a energia e a construção de uma escola do pré ao 5º ano dentro da área. Trabalham coletivamente, alfabetizam jovens e adultos, realizam festas, atividades culturais e religiosas e vão aprofundando suas raízes e sua união.

 Tudo o que conseguiram foi sem ajuda de governo algum, apenas com o esforço dos camponeses do Canaã e das duas áreas

vizinhas Raio do Sol e Renato Nathan 2. Juntas, são mais de 200 famílias que enfrentam estradas péssimas, sem energia elétrica, sem assistência técnica e com o fantasma do despejo perturbando a paz dos trabalhadores.

Policiais atuam junto de pistoleiros a serviço de latifundiários em Buritis

Cansados de esperar pela reforma agrária falida do governo, camponeses organizam tomadas de terra para conseguirem o sagrado direito à terra para nela viverem e trabalharem.

Vários acampamentos foram organizados nestas terras, como o Rio Alto, Monte Verde e 10 de maio.

Os trabalhadores são perseguidos e punidos com despejos violentos, agressões e ameaças de pistoleiros e