Mais de 50 camponeses foram presos e imprensa lixo ataca LCP

No dia 7 de julho camponeses ocuparam o latifúndio Verde Vale, conhecido como fazenda do italiano, localizada na BR 429, município de Alvorada do Oeste.

Essa fazenda grilada por latifundiário ladrão de terra, já foi ocupada outras vezes. Em diferentes ocasiões as famílias sofreram ataques e despejos de bandos armados do latifúndio.

Dessa vez, as famílias foram atacadas pelas polícias civil e militar, sem nenhum tipo de ordem judicial, resultando na prisão de mais de 50 camponeses, incluindo idosos, mulheres e crianças. Posteriormente 23 tiveram prisão preventiva decretada.

Nessa ação arbitrária foi utilizado grande aparato de guerra, dezenas de viaturas, um helicóptero e policiais armados de fuzil e outras armas de grosso calibre. A ação foi acompanhada pessoalmente pelo comandante da PM, coronel Flores, que seguindo os passos do seu antecessor, o fascista Enedy, quer aplicar ainda mais o terrorismo de Estado contra os camponeses e a luta pela terra.

A imprensa lixo de Rondônia, porta-voz da polícia e serviçal do latifúndio, como de costume, passou atacar os camponeses e a LCP – Liga dos Camponeses Pobres. Em manchetes sensacionalistas, do tipo “Bando armado com fuzil e outras armas pesadas invade fazenda e mantém família refém”, acusam “membros da LCP” de roubar e torturar reféns, entre outras mentiras, acusações e insinuações.

Todas acusações, sem nenhuma prova, têm o claro intuito de justificar a ação arbitrária da polícia, além de criminalizar a LCP e as famílias camponesas que erguiam sua bandeira.

Nas próprias fotos e vídeos divulgados pela imprensa lixo, se vê que nenhuma arma foi encontrada, sequer espingardas de caça, muito menos fuzil e “armas pesadas” como acusam. Os únicos fuzis e “armas pesadas” que se vê são os fartamente utilizados pelos policiais.

A própria prisão de camponeses, que acusam de “bando de perigosos invasores”, se deu na estrada, quando alguns camponeses ingenuamente se concentraram e aguardaram pacificamente a chegada da polícia.

Também nos acusam de “defender a ocupação de latifúndios pelo Brasil”. Esse “crime” nós confessamos. Defendemos e aplicamos a consigna de tomar todas as terras do latifúndio! E apoiamos, defendemos, e nos unimos a todos as lutas combativas que pretendem destruir o latifúndio pela conquista da terra e territórios, pelos direitos do povo, e por um novo Brasil onde o Estado seja dirigido pelas classes populares, com verdadeira democracia para o povo e que forneça tudo para o progresso da nação e para que os trabalhadores possam viver e trabalhar com dignidade, garantindo todos seus direitos e aspirações.

Essas prisões e ataques revelam, uma vez mais, como o velho Estado com suas polícias e seus porta-vozes, não medem esforços para servir aos interesses do latifúndio, e agem desesperadamente para tentar conter o crescimento da luta pela terra e para manter a atual situação de concentração das riquezas nas mãos de um punhado de ricaços enquanto o povo vive na miséria, sem terra e sem direito a nada.

Mas se enganam se acham que com terrorismo de Estado vão parar a luta pela terra. Inevitavelmente fracassarão! A luta pela terra só aumenta! Os camponeses vão perdendo as últimas ilusões com as falsas promessas e migalhas, se mobilizam e organizam crescentemente, tomando nas suas mãos seus destinos!

Tremam senhores, pois o que fazem ao aplicar o terrorismo de Estado é acumular ainda mais ódio e revolta no meio do povo. Mais cedo que tarde o povo saberá cobrar a conta de tantas injustiças. Em breve as massas camponesas se levantarão em grandes ondas para varrer o latifúndio, desatando a Revolução Agrária!

Por fim conclamamos apoio e solidariedade aos camponeses presos.

O terror do latifúndio e de seu velho Estado não vai parar a luta pela terra!

Viva a Revolução Agrária!